Problemas visuais e seu impacto emocional em crianças e adolescentes         

Grupo de crianças do jardim de infância deitado na grama no parque.

A visão não é apenas um sentido físico, mas também uma janela para o mundo emocional. Em crianças e adolescentes, problemas visuais podem estar associados a dificuldades psicológicas, como ansiedade, estresse e baixa autoestima. 

Da mesma forma, transtornos emocionais podem manifestar-se por meio de sintomas visuais, como dores de cabeça ou visão embaçada. Compreender essa relação é essencial para um diagnóstico integral e um tratamento eficaz. 

Por meio deste artigo, vamos compreender as relações que se estabelecem entre os problemas visuais e emocionais , bem como as possíveis formas de tratamento para os mesmos em crianças e jovens. Além disso, abordaremos sobre o papel facilitador dos pais e educadores no diagnóstico dos distúrbios de visão.

Como os Problemas Visuais Afetam as Emoções? 

Problemas visuais podem afetar significativamente as emoções, especialmente em crianças e jovens, pois a dificuldade em enxergar com clareza pode levar à frustração, ansiedade e baixa autoestima. Dificuldades em acompanhar aulas, praticar esportes ou interagir socialmente podem causar isolamento e até mesmo serem confundidas com desatenção ou falta de interesse. 

Além disso, dores de cabeça e cansaço visual frequentes contribuem para irritabilidade e desânimo. Por isso, identificar e corrigir distúrbios oculares não só melhora a saúde visual, mas também o bem-estar emocional e a qualidade de vida das crianças e adolescentes. 

Sendo assim, é importante estar atento se houver: 

1. Dificuldade de aprendizado e frustração

Aluno de séries iniciais não presta atenção na sala de aula, pois tem dificuldade de foco.

Crianças com miopia, hipermetropia ou astigmatismo não corrigidos podem:

  • Sentir-se incapazes de acompanhar as aulas, levando à frustração e desmotivação;
  • Serem erroneamente diagnosticadas com TDAH, pois a falta de atenção pode ser causada por dificuldade em enxergar a lousa;
  • Desenvolver ansiedade em ambientes escolares, especialmente se são frequentemente repreendidas por erros cometidos.

2. Isolamento social e baixa autoestima

  • Uso de óculos pode gerar bullying ou insegurança, principalmente na adolescência;
  • Estrabismo ou ambliopia podem causar vergonha, levando a criança a evitar contato visual;
  • Dificuldade em esportes devido a problemas de percepção de profundidade pode excluí-las de atividades em grupo.

3. Sintomas psicossomáticos

  • Dores de cabeça frequentes podem ser tanto um sinal de erro refrativo quanto de estresse emocional;
  • Visão turva sem causa orgânica pode indicar ansiedade ou somatização.

Problemas emocionais que se manifestam como sintomas visuais

No tópico anterior vimos que os problemas visuais são capazes de acarretar transtornos emocionais. Entretanto, o inverso também pode ocorrer: questões emocionais, como ansiedade, estresse e depressão, podem se manifestar por meio de sintomas visuais. Visão turva, fotossensibilidade, olhos secos ou até mesmo alterações no campo visual são alguns exemplos disso. 

Condições psicossomáticas como é o caso da cegueira histérica (perda de visão sem causa orgânica), também podem ocorrer em casos de trauma emocional muito intenso. Junta-se a isso, o excesso de tensão que pode desencadear dores de cabeça e espasmos oculares, muitas vezes confundidos com problemas puramente físicos. 

Por isso, é importante considerar o aspecto emocional no diagnóstico de queixas visuais, especialmente quando exames oftalmológicos não revelam alterações estruturais.

Criança cansada cobrindo o rosto com as mãos, sentado à mesa coberta por livros e cadernos. 
Problemas visuais podem desencadear problemas emocionais como estresse e ansiedade.

É necessário estar atento a queixas visuais que surgem em decorrência de:

1. Ansiedade e estresse

  • Síndrome da visão computacional (olho seco, visão embaçada) é comum em adolescentes sob pressão escolar;
  • Fotofobia (sensibilidade à luz) pode piorar em crises de ansiedade.

2. Depressão

  • Visão “acinzentada” é uma queixa frequente em quadros depressivos;
  • Fadiga ocular excessiva pode estar ligada à falta de energia típica da depressão.

3. Trauma e dissociação

  • Visão tubular (perda de visão periférica) pode ocorrer em situações de estresse pós-traumático;
  • Flashbacks visuais em casos de ansiedade generalizada.

O papel dos pais e educadores na identificação do real problema 

Pais e educadores desempenham um papel fundamental na identificação do real problema que atinge a criança ou o jovem. Os mesmos são capazes de apontar, ainda que hipoteticamente, se a queixa apresentada é fruto apenas de fundo emocional ou se há suspeita de problemas visuais. 

Essas ¨pistas¨ podem surgir por meio de: 

  • Observar mudanças de comportamento (como evitar leitura ou fechar um olho para ver melhor);
  • Comunicar-se com a criança sem julgamentos, perguntando como ela se sente;
  • Encaminhar para avaliação multidisciplinar (oftalmologista + psicólogo, se necessário).

Tratamento integrado: visão e saúde mental. 

A Medicina Oftalmológica Integrativa combina tratamentos convencionais com abordagens complementares, como nutrição, acupuntura, terapia visual e emocional, oferecendo benefícios como prevenção mais eficaz de doenças oculares, redução da progressão de problemas como miopia e melhora no bem-estar global do paciente

Menina, em tratamento psicológico, conversa com a terapeuta no consultório.

Essa abordagem holística não só trata os sintomas, mas também as causas subjacentes, como deficiências nutricionais ou tensão muscular, promovendo saúde ocular a longo prazo. Além disso, técnicas de relaxamento e terapias naturais podem aliviar condições como fadiga visual, especialmente em pacientes expostos a telas ou estresse crônico. 

Por meio dessa abordagem, alguns tratamentos integrativos propostos são:

  • Correção visual adequada (óculos, lentes ou terapia visual) para melhorar a autoestima;
  • Terapia ocupacional ou psicológica para casos de ansiedade relacionada à visão;
  • Atividades lúdicas que estimulem a confiança, como artes ou esportes adaptados.

Problemas visuais em crianças e adolescentes vão além da física – eles moldam a maneira como eles interagem com o mundo e consigo mesmos. Um olhar atento de pais, professores e profissionais de saúde pode identificar não apenas distúrbios oculares, mas também sofrimentos emocionais subjacentes. O tratamento deve ser holístico, combinando cuidados oftalmológicos e apoio psicológico para garantir um desenvolvimento saudável e feliz.

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Olá para você que é novo por aqui! Eu sou a Dra. Paula Gabriela e me formei na ULBRA. Minha especialidade é a saúde ocular pediátrica e adulta. Aqui na minha página, passamos informações úteis e de qualidade, como cuidados, dicas e explicações mais aprofundadas sobre patologias. Meu objetivo é deixar você mais informado(a) e atento(a) para os cuidados com a sua visão e a do seu filho (a).

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Clinica Olhar Kids

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