Muito se fala sobre o câncer em adultos, porém é preciso lembrar que ele também pode acometer crianças desde cedo e surgir em qualquer parte do corpo, inclusive nos olhos. Um dos cânceres intraoculares mais preocupante na infância é o retinoblastoma. A condição afeta um em cada 20 mil recém-nascidos. Segundo o Ministério da Saúde, este tumor representa cerca de 3% dos cânceres infantis, chegando a uma média de 400 casos por ano.
O retinoblastoma é um tipo raro de câncer ocular maligno que afeta principalmente crianças com menos de cinco anos de idade. Pode surgir em um ou em ambos os olhos. Ele se origina nas células da retina e pode comprometer a visão se não for diagnosticado precocemente. Por isso, o diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura e preservar a visão da criança.
Entre seus principais sinais incluem-se um reflexo esbranquiçado na pupila, o estrabismo e as alterações visuais. O tratamento dependerá de cada caso individualmente e pode envolver quimioterapia, laserterapia, crioterapia ou, em casos mais graves, inclusive a remoção do olho afetado.

Tipos de retinoblastoma
O retinoblastoma divide-se em três tipos:
- Unilateral: este tipo costuma afetar um olho e representa entre 60% e 75% dos casos. Destes, 85% são da forma esporádica da doença, já os demais são casos hereditários;
- Bilateral: afeta os dois olhos e quase sempre é hereditário e costuma ser diagnosticado bem mais cedo que o unilateral;
- PNET (tumor neuroectodérmico primitivo) ou retinoblastoma trilateral: neste caso, o retinoblastoma ocorre quando um tumor associado se forma nas células nervosas primitivas do cérebro. Este tipo só atinge crianças com retinoblastoma hereditário bilateral.
Sintomas e diagnóstico da condição ocular
Na maioria dos casos, a condição se apresenta sem uma causa específica. No entanto, a principal manifestação do retinoblastoma é um reflexo brilhante , semelhante ao brilho dos olhos de um gato quando iluminados à noite, no olho acometido pela doença.
Além disso, outros sintomas são olho estrábico; vermelhidão, dor e inchaço ocular; fotofobia (sensibilidade exagerada à luz); dificuldade visual ou ainda perda visual.

Quanto ao diagnóstico, a suspeita de retinoblastoma da condição normalmente é feita pelos pais ou familiares da criança. Posteriormente, exames clínicos com um oftalmologista confirmarão ou não a doença ocular. Não por acaso, o teste do reflexo vermelho é recomendado em consultas já na infância. Assim, agiliza-se o diagnóstico de várias causas de cegueira em crianças.
Além disso, se houver histórico familiar de tumor, a recomendação é a de que as crianças devam ser examinadas por um oftalmologista experiente ainda na maternidade e durante os primeiros anos de vida, para que o diagnóstico seja o mais precoce possível e se inicie o processo de tratamento o quanto antes.
Os casos de retinoblastoma podem ser diagnosticados por meio de exame do fundo de olho com a pupila dilatada e sob anestesia geral. É comum não se realizarem biópsias. Estudos de imagem também podem ajudar no diagnóstico. Entre eles, incluem-se ultrassonografia bidimensional, tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (RM).
Tratamento para a condição
Para tratar a condição ocular são utilizados métodos especiais, como laserterapia e crioterapia. Estes são indicados para o tratamento de tumores pequenos, uma vez que permitem que a criança continue a enxergar normalmente. Já em casos mais avançados, pode ser necessária a retirada do olho acometido e a criança ainda necessitar de quimioterapia e/ou radioterapia durante o tratamento.
Ainda que cada caso deva ser analisado individualmente, em geral, mais de 90% dos detectados ainda em seu estágio inicial são passíveis de cura, com preservação da visão. Portanto, cuide da saúde ocular de seus filhos! Leve-os às consultas regulares com o oftalmologista, especialmente se perceber que algo não está bem com sua visão.

Por fim, vale destacar que a saúde ocular infantil deve ser uma prioridade para os pais e cuidadores, pois muitos problemas visuais podem ser tratados se identificados cedo. Exames oftalmológicos regulares ajudam a detectar doenças como o retinoblastoma, miopia e estrabismo, garantindo o desenvolvimento saudável da visão.
Além disso, manter uma alimentação equilibrada, proteger os olhos contra raios solares e evitar o uso excessivo de telas são práticas fundamentais para preservar a saúde ocular das crianças. A conscientização e o acompanhamento médico são essenciais para prevenir e tratar possíveis problemas visuais desde a infância.
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