Provavelmente, se você usa óculos de grau ou lentes de contato, já deve ter se perguntado se existe uma idade certa para realizar a Cirurgia Refrativa e livrar-se de vez do uso dos mesmos. A verdade é que existem alguns critérios importantes que precisam ser avaliados para que se possa tomar a decisão com segurança.
Por meio deste artigo, vamos esclarecer algumas dúvidas gerais a respeito da Cirurgia Refrativa, especialmente sobre o critério idade.
Idade mínima recomendada
A Cirurgia Refrativa, que inclui técnicas distintas como LASIK, PRK e SMILE, é uma opção popular para correção de problemas visuais como miopia, hipermetropia e astigmatismo. No entanto, a idade adequada para realizar este tipo de intervenção é um fator fundamental para seu sucesso e estabilidade a longo prazo.
A maioria dos oftalmologistas e sociedades médicas especializadas recomenda que a Cirurgia Refrativa seja realizada após os 21 anos de idade. Este limite não é arbitrário, mas baseado em critérios fisiológicos importantes:
- Estabilização do grau: o sistema visual continua desenvolvendo-se durante a adolescência, com mudanças frequentes na prescrição de óculos ou lentes de contato. A estabilização do grau geralmente ocorre entre os 18 e 21 anos.
- Maturação ocular: o olho completa seu desenvolvimento estrutural por volta dos 20-21 anos, quando a córnea atinge sua curvatura definitiva.

Por que esperar até esta idade?
Antes dos 21 anos, há um risco significativo de que a correção realizada se torne imprecisa com o tempo, já que o grau pode continuar a evoluir. Pacientes mais jovens, que realizam a cirurgia antes da idade indicada, podem necessitar de retoques ou mesmo retornar ao uso de correção visual alguns anos após a realização do procedimento.
Considerações sobre a idade ideal
Embora seja possível realizar a cirurgia a partir dos 21 anos, muitos especialistas consideram a faixa entre 25 e 40 anos como o período ideal, pois:
- O grau está tipicamente estável há vários anos;
- O paciente tem maturidade para compreender riscos e benefícios;
- Há menor probabilidade de mudanças refrativas futuras.
E os pacientes com mais de 40 Anos?
Para pacientes acima dos 40-45 anos, é necessário considerar a presbiopia (vista cansada), que é um processo natural de envelhecimento do cristalino. Nesta faixa etária, mesmo após a Cirurgia Refrativa, será necessário o uso de óculos para leitura.
Entretanto, técnicas específicas, como a monovisão (um olho corrigido para longe e outro para perto), podem ser discutidas como opção de correção dos erros refrativos.
Existe idade máxima?
Não existe uma idade máxima absoluta para a Cirurgia Refrativa, mas após os 60-65 anos, outros fatores devem ser considerados:
- Surgimento de catarata, que pode tornar o procedimento menos vantajoso;
- Condições oculares associadas à idade;
- Alterações na produção lacrimal (olho seco), que pode ser exacerbada pelo procedimento.
Quais são os critérios além da idade?
É fundamental compreender que a idade é apenas um dos múltiplos critérios para candidatura à Cirurgia Refrativa. Outros fatores incluem:
- Estabilidade do grau por pelo menos 1-2 anos;
- Espessura e curvatura corneana adequadas;
- Ausência de doenças oculares (ceratocone, glaucoma, doenças da córnea);
- Saúde geral adequada (algumas condições autoimunes ou sistêmicas são contraindicações);
- Expectativas realistas sobre os resultados.

Mas há exceções!
Em casos específicos, como anisometropia extrema (diferença significativa de grau entre os olhos) ou intolerância a lentes de contato, a cirurgia pode ser considerada antes dos 21 anos, mas sempre com avaliação cuidadosa e consentimento informado sobre os riscos de regressão do grau.
Portanto, a Cirurgia Refrativa é um procedimento seguro e eficaz quando realizado no paciente adequado, na idade correta. A recomendação geral de aguardar até pelo menos os 21 anos visa maximizar a estabilidade dos resultados a longo prazo.
No entanto, cada caso deve ser avaliado individualmente por um oftalmologista especializado, que considerará não apenas a idade, mas todos os fatores relevantes para determinar a adequação do paciente ao procedimento.
A decisão final deve ser tomada após extensa avaliação pré-operatória e discussão detalhada entre médico e paciente, considerando estilo de vida, necessidades visuais e expectativas realistas.
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